A crônica de um Contador de Historias.

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livro

A crônica de um Contador de Historias.


   É difícil encontrar uma pessoa que não gosta de ouvir uma boa história, mas nem todos gostam de contar, alguns até contam mas não tem aquilo que chamamos de talento. Parece simples mas não é, contar historias exige fôlego, emoção, paciência e muito mais.
   Uma boa historia não depende em si da parte textual, literária mas sim de quem conta, o final pode mudar, pode ser engraçado ou chato, pode ate dar medo. Quando ouvimos uma historia contada por dois contadores, percebemos a diferença, os temperos usados são diferentes.
   Havia a muitos anos a traz um Contador de Histórias, famoso, muitos o considerava o melhor. Ele costumava contar Historias filosóficas, crônicas, parábolas, sempre com o fundamento de ensinar. Mas o que ele mais queria era contar a nossa historia.
   Igual a Ele não havia, contava com coração, emoção, com um talento que até hoje ninguém superou. Para Ele, sempre havia um final digno, nobre e misericordioso.
   A nossa vida é um livro com capa estrelas ou floridas, em que a vida de cada um esta escrita.
   Só existem dois contadores de Historia que podem ler a historia da sua vida. Um é vil, não sabe ler direito, gagueja sempre, o final sempre é ruim, não vale nem a pena falar sobre ele. O outro é Jesus, o melhor, aquele de quem falei e disse que igual não havia outro, Ele sim sabe contar a sua historia.
   Ele é quem dá ênfase a suas vitórias, ao amor verdadeiro. Ele quer te dar um final inesquecível e mostrar a todos que a historia mais linda do mundo é a sua e mudar o rumo das palavras da sua vida.
   Mas a verdadeira questão é quem conta a sua historia? Veja bem, reflita, compare, verifique as características e perceba que se as coisas não vão bem, é porque alguém chato, vil, estraga prazeres esta contando “a sua historia’.
   Quem manda no livro é você, então dê o livro da sua vida para quem realmente deseja e se importa com você. Porque o maior sonho de Jesus Cristo é contar “a sua historia’.


Lucas Duarte Monteiro
31/10/2006

A crônica de um Escritor.

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escritor

A crônica de um Escritor.


   Havia sido pega, era prostituta. Ela era considerada imunda, para eles todos que tinham defeitos físicos ou prostituídos eram vis, mereciam a morte, de preferência que morram com muita dor e sofrimento, não tinham compaixão. Toda a população a perseguia, pensaram em levar para Pilatos que autorizaria o massacre daquela prostituta, de acordo com a lei ela seria apedrejada.
   Mas era muito pouco, queriam uma morte mais brusca e sofrida. De acordo com os costumes da terra, eles a levaram para a praia antes de entregá-la a Pilatos. Em meio ao mar há arrastaram e brincaram de caldo como se fossem crianças, como riam e zombavam dela, há afogavam e quando lhe faltava apenas um estante para morrer, levantavam a cabeça pelos cabelos e lhe faziam respirar e assim repetitivamente.
   As conchas quebradas que o mar arrastava para a praia, com a força da onda as conchas aranhavam, e rasgavam sua pele, cortando, fazendo com que a carne de seu corpo fica-se exposta. Como ela sangrava! Mesmo assim não paravam, cada vez sentiam mais prazer.
   Nesse cenário, fico pensando, “E eles que diziam que ela era vil”, isso é irônico, por acaso não tinham coração? Pelo visto, o sangue humano não pulsava em seus corpos, porque esqueceram que não são diferentes dela.
   Mas havia um Escritor, sábios daquela terra, muitos o chamavam de Mestre, outros de Amigo. Naquele momento Ele estava próximo ao massacre, Ele não há acusava, só estava por perto, estava escrevendo com o dedo na areia. Um palavrão aproximou-se do Escritor e lê as palavras, “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundancia; Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai a não ser por Mim.” O palavrão observou e pergunto:
   - Esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando... pela lei esta mulher deve ser apedrejada, tu pois que dizes?
   Todos naquele momento, o observavam, sabiam que era Escritor, que era Sábio, inclinado-se começou a escrever os pecado dos fariseus na areia. Diante disso ele responde:
   - Aquele que não tem pecado, atire a primeira pedra. 
   Todos firam estáticos, parados, aquela palavra penetrou em cada coração, constrangeu cada fariseu. O Escritor estava na mesma posição que ela, com humildade há olhando,  como se estive-se sentindo sua alma, seus medos, seus traumas, sua dor e assim a ajudava. Os estranguladores, fariseus e palavrões há deixaram um por um.
   Que Escritor é esse que suas palavras não são contestadas, que salvam vidas, impacta, constrange e rompe cada coração. Suas palavras são verdades, na simplicidade de um Escritor.

Lucas D. Monteiro

A Mascara Da Ilusão.

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A Mascara Da Ilusão.


   Ele sentou, olhou para mim e mostrou seu sorriso maroto, mas seus olhos não condizem com sua alegria, porque nele não havia vida.
Sua mesa ficava ao meu lado, seus amigos logo chegaram, mostraram serem amigáveis. Eu logo via, meio que sem olhar, seus atos suspeitos condiziam para a morte de vidas, vis.
   Trocavam olhares, sorrisos e maisena com açúcar, que adoçava a destruição. Eles me viam e sabiam que todos inclusive eu os observa, mas se acomodavam e não denunciavam, mas ajudavam, cúmplices.
   A maisena engrossava seus sorrisos, aquilo não passava de mais um ritual, uma religião, em que a ilusão faz parte de seus caracteres e suas emoções. Gostaria que não drogassem a vida, tudo não passava de mera ilusão, em que uns são e outros não, que minha pátria, magistrado, deputado, mas que trafico! São aliados.
   Quem pensa vê quem olha chora. Eu via a ilusão, a não ser nos dois buracos da mascara, se tampassem os buracos, como a maldade iria ver?
   A ilusão é uma mascara que mata, mas não morre. A ilusão não pode lhe tampar os olhos, assim revelando a verdadeira intenção, mas fico pensando “e se um dia por lentes de contato?”, que tragédia será, quem a deterá?
   Em uma sociedade corrompida, em que para muitos a dor parece vida, mas para mim a muitas lastimas e lagrimas. Em meio a todos esses descasos, ainda vive um desejo um sonho de uma pátria salve, salve em que tudo é diferente.
   Mas ate tudo mudar, volto a suspirar, saio daquele cenário, e só consigo pensar em algo, “deve existir algum jeito de rancar esta mascara”.

Lucas D. Monteiro